Criando opções para seu negócio!

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Uma das perguntas mais comuns aqui no blog é qual impressora comprar para se tornar auto-suficiente nas impressões! Acontece que tipicamente nunca nos tornamos independentes. Nunca mesmo! Nem Atual Card, Nem Padrão Color, ninguém é independente 100%.

A quantidade te técnicas existentes no mercado é imensa. Existem técnicas que deixam cheiro em determinados pontos do papel, técnicas para fabricação de papel do tipo papel moeda, flocagem e um sem número de processos.

Mas se não podemos nos tornar independentes, que caminho devemos seguir?

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Impressão própria

A primeira coisa que vem a mente é ter uma impressora própria. Essa é uma questão muito levantada por aqueles que estão iniciando, mal tem conhecimento em impressoras de mesa e já os comparam com as offsets, que eles nunca viram.

Pense bem: Se uma impressora de R$ 500 faz o mesmo de uma de R$ 500 mil, quem seria o louco que compraria a de R$ 500 mil?

Não podemos entrar numa área considerando que 99% dos que estão lá são idiotas… provavelmente nós é que estamos fazendo papel de idiotas.

Uma impressora pequena vai perder em qualidade, produtividade, custo e outras limitações.

Por exemplo, uma jato de tinta até tem uma qualidade razoável se usada com um papel fotográfico. Mas quanto custa uma folha impressa nessa máquina. Usando cartuchos comuns você tem um custo de R$ 1,50 de tinta e uns R$ 0,30 na folha de papel fotográfico. Além disso ela leva cerca de 1 minuto ou mais para imprimir uma folha.

Vou comparar com a impressão offset. Eu compro 3000 panfletos 10×14 cm em couchê 80 g por R$ 50 aqui no Rio… em outros estado é ligeiramente mais caro. Isso faz a nossa folha A4 custar R$ 0,07 com tinta e papel. Então produzindo o mesmo serviço na jato de tinta com papel fotográfico o serviço custaria R$ 1350 de custo.

Se eu forçar para economizar vou colocar um bulk ink fazendo o custo de impressão cair para R$ 0,03 e usar uma folha sulfite de R$ 0,02… aí terei o custo aproximado de R$ 37,50… legal! Mas abrimos mão do papel com qualidade superior, da qualidade de impressão e também de nosso tempo!!!

Tempo? Sim! Terceirizando, você faz a arte, envia e esquece do serviço, deixando o trabalho com outro. Se for rodar, vai ficar vigiando a máquina por cerca de 750 impressões, a 1 página por minuto, dará um total de 12 horas e meia.

Com uma máquina como a officeJet Pro X, que chega a 40 páginas por minuto com qualidade, isso cai para 20 minutos… mas ainda temos o problema da qualidade.

Com a impressão laser, o custo com o cartucho reciclado fica na ordem dos R$ 0,30, saindo mais cara do que a jato de tinta com bulk, mas aproximando um pouco da qualidade offset e podendo trabalhar com o papel couchê, que não passa na jato de tinta (borra na jato de tinta).

Ou seja, equipamentos baratos não servem para competir nas impressões em escala das grandes distribuidoras… é melhor terceirizar.

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Impressão de Pequena tiragem

Já no caso das pequenas tiragens, a vantagem vem para os equipamentos pequenos, já que o startup das offsets é caro.

Mesmo assim os equipamentos laser da faixa dos R$ 30 mil tem vantagens sobre as impressoras da faixa de R$ 1 mil.

A regra geral é quanto mais caro o equipamento, menor o custo de impressão do mesmo, pois uma das melhorias é exatamente o melhor uso da tinta ou toner.

Assim, convites para festas, pequenas tiragens de cartões, cartazes de divulgação de eventos locais, podem ser bem atendidos por esses equipamentos.

E é aqui que o pequeno empresário gráfico tem que se focar. Ter o equipamento para atender as pequenas demandas dos clientes e oferecer em paralelo as opções econômicas fornecidas pelos grandes distribuidores.

E qual são os riscos?

O primeiro é a escolha dos equipamentos. Ao contrário de um usuário comum, o gráfico não deve olhar o preço do equipamento e sim a composição desse custo rateado em alguns meses (parcelas) junto da sua tiragem típica mensal, computando o valor de todos os insumos (tinta, toner, revelador, etc)… tem que somar tudo, considerando não a cobertura típica fornecida por esses equipamentos de 5% de cada cor e sim uma mais real, na faixa de 25% de cada cor.

É esse calculo que conta para a aquisição do equipamento, junto de umas provas impressas da qualidade de impressão.

Fazer essas contas não é fácil. E achar provas das impressoras também não é nem um pouco viável. Depende até de situações locais como a presença ou não de fornecedores e assistências, que deve ser levada em conta na aquisição do equipamento.

Dessa forma, o melhor equipamento para um não é o melhor para o outro.

Como fazemos para nos diferenciar dos concorrentes?

Resolvido a questão de impressão, devemos olhar para nosso mercado local. A posição que estamos pode demandar mais interesse por impressos comerciais, apostilas, convites, transfer, etc.

Devemos estar sempre atentos ao que nosso cliente procura.

Por exemplo, se estamos próximos a uma escola com grande fluxo de alunos, pode ser melhor ter uma impressora rápida jato de tinta, material para encadernação e uma copiadora preta e branca, do que investir pesado numa laser a3 colorida.

Se estamos num local comercial, fazer banners pode ser uma boa pedida.

Se estamos num local com bom fluxo de pessoas fazendo festas, investir em equipamentos para fazer convites pode ser uma ótima idéia.

Fazendo isso com certeza você já vai ter um diferencial… não vai seguir uma regra pré-definida. Afinal é o cliente que traz dinheiro para o negócio e é ele que devemos agradar.

Mas se diferenciar não é sair comprando equipamentos a esmo.

Podemos diferenciar criando produtos com o que já temos.

Não é por que você sabe que pode fazer determinado produto que o seu cliente vai saber disso. Você tem que fazer amostras para que ele veja as possibilidades ao entrar na sua loja.

Tente criar ao menos um produto novo por semana. É um bom exercício que vai trazer resultados em pouco tempo.

Equipamentos especializados

Uma das coisas que faço volta e meia é entrar no mercado livre e viajar a esmo conhecendo novos equipamentos e produtos.

Muitas vezes nem sabemos que determinado produto existe.

Além do mercado livre, faço também no AliBaBa, com equipamentos chineses… os caras são bem criativos. Já esbarrei por lá com coisas bem interessantes como uma gravadora laser para gravar placas metálicas ou acrílico no tamanho aproximado A4, máquinas que imprimem direto nas camisas, pratos e outros produtos tridimensionais, impressoras 3D, e muitas outras coisas interessantes que não existem por aqui.

Equipamentos caros? Mero engano! A gravadora laser custa cerca de R$ 1500… veja as possibilidades!

Aqui mesmo no Brasil, podemos partir para pequenas máquinas de corte e vinco manuais, plastificadoras polaseal para crachás, materiais de encadernação, de fazer livros, máquinas de transfer e outras coisinhas mais, que podem fazer com que seu negócio tenha uma diferenciação de mercado.

É possível até competir com os grandes distribuidores, com vantagens, em alguns produtos.

Tenho contatos fazendo caixinhas para brindes em festas, etiquetas personalizadas, crachás e brindes personalizados… tudo isso usando a criatividade e esses pequenos equipamentos.

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Como fazer?

O primeiro passo é avaliar o que seu cliente precisa.

Por exemplo, você pode estar num local cheio de empresas de contabilidade e similares. Essas precisam de encadernação com impressão em dourado… uma pequena máquina de encadernação capa dura e máquina de hot stamp dão conta do recado e é um serviço muito bem pago.

Já falei de escolas e locais com fluxo para festas… olhe o seu mercado!

Depois de olhar o mercado, veja o que você já tem e crie produtos para esse mercado. Assim você já vai atrair a atenção desse público e pode ir entendendo as necessidades dele.

Ao conhecer as necessidades comece a se equipar, começando pelas soluções mais em conta, pois elas vão te ajudar a gerar capital para as soluções mais caras.

Por ultimo, seja criativo. Vários equipamentos podem ser desenvolvidos por você. Tem coisa que é fácil de ser feita e não existe no mercado.

Conclusão

Não adianta perseguirmos um ideal que nunca atingiremos.

A maneira mais simples e lógica de crescer é não tentar inventar a roda e sim pegar o que já existe e desenvolver de modo a atender melhor a sua clientela.

Nunca perca o cliente e suas necessidades, nos seus planos. É daí que aparece o capital necessário para crescer.

Tome o cuidado para não ficar preso no seu mundinho… vá conhecer as opções, não só as bem perto, como também aquelas escondidinhas.

Muitas empresas pequenas não conseguem aparecer para o mercado consumidor. As vezes um bom garimpo pode trazer pedras muito preciosas para seu mercado.

Boa sorte nas suas pesquisas.

Um grande abraço a todos!

8 COMMENTS

  1. Ola!
    Estou sempre dando uma xeretada no seu blog, ja consegui altas dicas e muitos textos me auxiliaram…
    Tenho uma gráfica a 1 ano e pouco, agora as vendas estão aumentando, e perdi um pouco o controle com relação aos clientes, ordens de serviço, etc…. você bem que poderia fazer um texto a respeito de Sistema de Ordem de Serviço, controle de clientes, etc para gráfica…
    Vi um muito bom na gráfica que compro meus materiais para revenda, mas nem por decreto eles passaram sequer o nome do programa que utilizam, mesmo ele sendo um programa pago…
    Tem alguma indicação de um bom programa para organizar tudo isso?
    Abraços

    • Na verdade eu falei de alguns desses controles no post https://www.cardquali.com/controle-interno-informacoes-para-seu-sucesso/
      Em relação a programas dá uma olhada nos sites dos sebraes espalhados por aí… quase todos oferecem programas de gestão… escreve programa gestão sebrae no google.
      Escolher um é algo meio que individual, mas tem bastante opções. Prefira as direcionadas para serviços pois são mais adaptados ao nosso negócio.
      Esse assunto bem que valia uma postagem analisando algumas opções, mas creio que me faltará tempo para essa empreitada.
      Faz a pesquisa e volta a me contatar. Quem sabe a postagem não surge daí?
      Abraços,

  2. Paulo, abraços. Há tempos não entrava no seu blog. recebi sua mala direta e estou eu aqui. Já fiz vários comentários as suas postagens e na maioria das vezes eu acabo externando uma posição um pouco mais realista (ou pessimista?) da situação. Respeito muito sua opinião e reconheço sua experiência e formação, mas também me sinto no dever de discordando em partes da sua opinião, externar as minhas experiências para que aqueles que as leêm, possa ter parâmetros mais diversificados nas suas decisões. Possuo uma loja extremamente diversificada (talvez seja um erro da minha parte), onde tenho cópia e impressão pb A3 e grandes formatos, cópia e impressão color A3 de altíssima qualidade(Canon C1, plotter para CAD (4 máquinas), plotter solvente (1,6m de boca) + solda, laser router gravação e corte (1,20 X 0,90m), máquina de carimbos (produção própria), impressoras jato de tinta para transfer e impressões comuns, prensa de transfer, serras, dobra acrílico e deve ter mais coisas que agora não me lembro. A grande vantagem? Vc faz tudo localmente, com prazos muito menores, acompanha a qualidade e sabe exatamente o que foi feito. O terceirizador (principalmente os menores não se preocupam com nada disso). As desvantagens: muitíssimas. Custo de aquisição, A obsolescência dos equipamentos acontecem antes de vc terminar de pagá-las, manutenção (muitos equipamentos, parecem que eles se revezam para dar problemas, aí vc tem problema todos os dias), funcionários que saibam operar esses equipamentos (na minha região não existe mão de obra comum, o que dirá especializada). Será que aqui cabe comentário sobre o custo de um funcionário para uma micro empresa? Está além do insuportável. Ou seja: Ele recebe muito pouco pelo que trabalha mas custa muito alto pelo que produz (alguém adivinha nas mãos de quem está essa diferença?) além de que praticamente todas as máquinas, ao serem vendidas operam sem supervisão, imprimem até vc estando do outro lado do mundo. Tudo mentira. Cada máquina precisa de supervisão durante todo o tempo de operação, desde as mais simples até as mais sofisticadas. Quando vc compra uma máquina ela faz tudo, quando vc instala e percebe que isso ou aquilo não dá certo o vendedor fala que precisa adquirir mais um software, mais um acessório, que precisa de um treinamento que custa 3.000,00 por dia mais despesas, e por aí vai. Tenho também serviços off set que obviamente eu terceirizo, pelos motivos que vc expôs anteriormente. Resultado: Nosso mercado fragmentou-se em demasiado. Tudo hoje é gráfica. Desde um impresso em papel, uma camiseta, um banner, uma foto, um troféu de acrílico, e pasmem! Até cartão de visita é gráfica. Cada vez mais produtos, mais terceirizadores para enviar e controlar ou mais equipamentos para produzir num mercado que devido aos vendedores de rua (sem empresa, sem teto, sem funcionários, , sem custos fixos, sem noção de custos e sem escrúpulos (tudo isso já foi alvo de comentários no blog), as empresas estão num funil. não por acaso quero passar minha empresa, ou daqui algum tempo serei obrigado e encerrá-la, e não será por falta de inovação, qualidade, bom atendimento ou outros quesitos. É simplesmente porque as despesas e exigências legais (alvará, bombeiros, descarte de resíduos, certidão disso ou daquilo, laudos, PCMSO EPPCCOOSSDDERRTs da vida somam tantas despesas que qualquer margem de lucro é engolida como num redemoinho profundo e interminável. Aos que ficam e são capazes de tocar o negócio e ganhar dinheiro para crescerem, fica minha admiração, respeito e os mais sinceros votos de sucesso. Da minha parte eu tenho data para encerrar meu negócio. Assim que pagar a última parcela do financiamento do BNDES. Se o Paulo permitir estarei divulgando a venda das minhas máquinas aqui. rsrsrsrsrs. Abraço a todos, e embora possa parecer um balde de água fria, é a minha realidade e a realidade de muitos nesse ramo. Obrigado

    • Talvez os “vendedores de rua sem escrúpulos” como vc chama estejam trabalhando mais corretamente do que vc (antes que alguém não perceba a ironia deixo claro que não concordo com o seu “sem escrúpulos”). Afinal de contas uma empresa tem como objetivo dar lucro. Se esse objetivo não é alcançado, é melhor partir pra outro negócio. Peguemos os contras que vc descreveu e, analisando, se vc não tiver um exército de vendedores “terceirizados” que mantenham todo o maquinário e pessoal altamente treinado (e caro) produzindo no mínimo 24 hrs por dia, vc só vai ter muito trabalho e dor de cabeça, e é claro, o governo comendo o lucro que te sobrar. Eu como “vendedor de rua” me preocupo sim com a qualidade e prazos mais rápidos para atender meus clientes. Mas nem por isso preciso de funcionários, tetos ou ser sócio do governo. E sim, nós vendedores de rua temos noção de custos e etceteras mais que envolvem o negócio. A diferença é que percebemos, alguns por estudar o mercado e outros sem querer, que não adianta querer fazer tudo.

      • Josué,
        Eu entendo o seu lado e atualmenmte estou do mesmo lado, trabalhando sem registro nem nada.
        Mas que é certo, não é… é uma situação forçada por nosso governo que impede que todos andemos no caminho certo.
        Já pensou como seria a sua vida se os fiscais ao invés de vir achacar aqueles que estão dentro da lei viessem até a sua casa apreender mercadorias e te deixassem em má situação financeira? A lei permite isso e seria o certo (até aqui em casa), mas infelismente é em quem está estabelecido que eles vem firme.
        Se os impostos fossem justos, e a fiscalização fosse intensa em quem não paga os impostos, não haveria a figura do vendedor autonomo que não paga impostos… seriam somente empresas.
        Não podemos acusar aqueles que tentam andar dentro da lei… afinal, você só vive por que um deles está fornecendo material para você… já pensou se não o fizessem?
        Então, pega um pouco mais leve com o cara, afinal ele é mais vítima desse sistema do que culpado.
        Abraços,

    • Ney,
      Já falamos sobre isso anteriormente.
      Empresas como a sua, que investiram pesado para um público relativamente pequeno, acabaram por sofrer muito com a entrada dos grandes distribuidores.
      A realidade é que o consumidor, na hora H, acaba optando por preço em detrimento da qualidade.
      Com isso os vendedores gráficos e pequenas empresas que não fizeram grandes investimentos, atuando como simples atravessadores, começaram a ter vantagens, por ter um custo extremamente baixo.
      E terceirizando se pode oferecer de praticamente tudo… e olha que ainda não temos a China entrando firme na produção na nossa área (no serviço em si). Imagine se eles começarem a oferecer cartão por aqui!!!
      A única saída que eu veria para a sua estrutura seria a criação de “produtos” facilmente produzidos e distribuidos nacionalmente. Perceba que se entende por produto algo que realmente ganhe escala, do mesmo modo que eles juntam 60 clientes numa chapa de cartão para baratear. O número de produtos ainda não criados é imenso e sempre para na primeira conta que se faz, mostrando prejuizo ao fazer 1 único modelo.
      Tenho um outro conhecido aqui no Rio que tem uma gráfica tradicional. A 5 anos atrás sugeri a ele criar um produto de impressão preto e branca, juntando varios clientes… o compromisso seria fazer pelo menos uma impressão diária, mesmo se tivesse apenas 1 interessado naquele dia… aos poucos seriam poucos os dias que trabalharia no prejuizo, pois quase sempre teria a chapa completa. mas a possibilidade de empatar o dinheiro foi o limitador. Hoje, a AtualCard oferece esse mesmo produto, pois viu que ninguém oferecia ele.
      O mercado está carente de talões, receituários médicos, e outros produtos monocromáticos. Os gráficos continuam a fazer conta imprimindo cada serviço em separado e quando alguém criar esses produtos, nem isso eles poderão fazer mais, pois a vantagem é sempre de quem começa.
      Com seu maquinário pode-se criar vários produtos… e oferecer a nível nacional… com a mesma mentalidade dos grandes.
      A questão dos funcionários é realmente ruim. É uma briga em que o empresário deseja pagar pouco pela mão de obra e o empregado quer ganhar o máximo possível por um serviço que deixa muito a desejar.
      Eu mesmo andei oferecendo meus serviços. Tenho muitos conhecimentos na área de gestão, contábil e até de produção. São 3 faculdades + algumas especializações. E o mercado só me ofereceu cerca de R$ 3 mil mensais, coisa que consigo trabalhando sem registro na minha própria casa… eu preciso de uns R$ 7 mil, mas isso é outra história.
      Conheço um batalhão de gente em situação parecida com a minha… muito preparo em algumas áreas, mas com um mercado que não quer apostar nas pessoas… quer pagar pouco para as que realmente valem.
      No fim, o empresário paga uma merreca para seus empregados (a carga de impostos incentiva a isso, concordo!), e fica colecionando funcionário ruim… o bons só conseguem pequenos cala boca do empresário e acabam ou saindo para outros empregos ou para iniciativa própria.
      Quer achar bons funcionários? Procura com uma mente mais aberta para o campo “intraempreendedorismo” e menos para as experiências anteriores. Um indivíduo com garra pode aprender todos os ofícios da empresa mais rápido do que um que coleciona passagens mal sucedidas no mercado. Tentar ter o negócio próprio deve ser bem visto ao invés de evitado. Não é por que o cara quebrou que ele é ruim. Você deve saber bem a dificuldade de gerir o fluxo de dinheiro nesse nosso mercado.
      Se realmente quer desistir, te faço uma proposta de tocar aqui no Rio essa sua estrutura… eu entro com o trabalho e a aporrinhação e você fica apenas como investidor… se não gostar do resultado, vende-se tudo. Fica a proposta rsrsrs.
      Se quiser ajuda para analisar alguns currículos posso te ajudar.
      Grato por mais essa grande participação aqui no blog… é bom para os novatos verem que não é uma coisa simples… tem muito caminho a percorrer.
      Abraços,

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