Ilustração – Você curte?

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Olá meus queridos, falar de Design Gráfico sem citar a Ilustração seria um grande ‘vacilo’ da minha parte não é mesmo? Pois bem, pesquisei bastante sobre esse tema e o resultado você confere nesse post quentinho, vem comigo!

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O que se entende por Ilustração?

Nesse imenso universo que é a internet, podemos achar inúmeras definições sobre o que é a ilustração. Nos dicionários podemos achar que a ilustração é toda imagem, desenho ou foto, que serve para ilustrar algo, normalmente um texto, de forma a facilitar a sua compreensão. Mas como assim, foto? Pois bem, a foto também é uma imagem e serve para ilustrar algo, portanto também é considerada como uma ilustração. Mas com o tempo, e até para evitar algumas confusões, convencionou-se chamar “foto” de foto mesmo e o desenho passou a se chamar “ilustração”, independente da técnica de acabamento. É diferente de uma pintura ou de uma obra de arte, como há em galerias, em paredes e exposições, porque serve a um propósito, um cliente ou para comunicar uma ideia ou conceito através de uma linguagem não – verbal.

Obras de arte x Ilustração

A diferença entre obras de arte ou fine arts, como alguns chamam, é que nas artes plásticas a obra não precisa de um propósito específico, é algo interpretativo, e muitos artistas realmente contam com a sensibilidade do espectador para que ele interprete como quiser. Neste caso, a comunicação é mais receptiva do que transmissiva. Na ilustração é o contrário, existe uma mensagem clara e definida, que precisa ser comunicada e recebida conforme o ilustrador a concebeu. Podem haver metáforas, comparações, sínteses, mensagens subliminares, e até um certo nível de mensagem cifrada, códigos de comportamento ou regionalismos, um “sotaque”entre aspas, mas o artista neste caso quer que o espectador entenda o que ele quis dizer. Mas o fato da ilustração ser feita sob encomenda não significa que não seja uma obra de arte, é apenas uma outra forma de expressão dentro das artes plásticas.

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O que preciso para me tornar um Ilustrador (a)?

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Há uma característica muito forte na carreira do ilustrador que pouquíssimas profissões têm: todas os ilustradores, sem exceção, acabam optando por essa carreira acima de tudo por PAIXÃO. Mas sabemos que só isso não leva ninguém a muito longe, então é preciso muita preparação. Essa preparação passa por vários contextos: é preciso antes de mais nada cuidar de uma boa formação teórica e prática. Tomar gosto por artes plásticas, literatura, cinema, teatro, quadrinhos… a formação cultural de um ilustrador será preciosa durante a sua carreira, é preciso pensar, criar e conceber bem as ideias, muitas vezes complementando a criação de outros.

Cursos de formação, workshops, palestras, tudo isso ajuda. Acompanhar a carreira de ilustradores profissionais também, que servirão sempre como grandes exemplos,aliás isso é uma constante mesmo entre os que já estão firmados no mercado, a troca de informação entre profissionais é sempre frequente e enriquecedora para todos. Assim, com certeza o futuro profissional do ilustrador será fortalecido e receberá uma injeção de vitalidade constante, fazendo com que a profissão seja sempre algo prazeiroso, apesar das dificuldades naturais de qualquer carreira. O computador é uma excelente ferramenta, mas não vai fazer tudo por você, não vai criar talento por você, e acima de tudo, não vai pensar por você. Infelizmente muitas vezes não é bem isso o que se vê por aí.

Prepare um bom Portfólio – Mostre seu trabalho

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Antes de mais nada é importante saber preparar bem um portfolio, porque muitos ilustradores, iniciantes ou não, cometem uma porção de erros na hora da apresentação, o que compromete muitas vezes a qualidade do próprio trabalho. Apresentar um portfolio envolve duas coisas básicas: os trabalhos em si e a formada apresentação, e os dois têm de andar agarrados um no outro feito casal em lua de mel. Uma má apresentação pode comprometer trabalhos de boa qualidade, assim como uma ótima apresentação não salva trabalhos fracos, por isso é preciso dedicar atenção especial aos trabalhos e à apresentação. Lembrando que um portfolio não nasce do dia para a noite, assim num piscar de olhos. Ele é o resultado de um trabalho que começa muito antes, que envolve muito estudo, muita formação cultural e artística, muita dedicação, treino e muita leitura. Este não é um guia de formação, mas sem uma sólida base artística e cultura ladequada você não vai longe. Lembre-se: o seu portfolio refletirá a sua formação. Se for apresentar originais feitos em papel ou impressos, uma boa sugestão é comprar um portfolio profissional, daqueles tipo pasta. Se for apresentar em imagens digitais, a sugestão é fazer um CD ou uma página na internet. Nos dias de hoje uma página na net pode ser mais eficiente, já que não exige que ninguém tenha de ficar guardando seus CDs, lembrando depoi sonde enfiou com mais outros 500 CDs que aparecem diariamente nas agências ou editoras. Coloque no portfolio somente ilustrações de sua autoria, nada de cópias de ilustrações já publicadas ou feitas por outros, a maioria dessas ilustrações são conhecidas. Aqui vão algumas dicas:

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Cuidado com exageros – Não transforme seu portfólio numa peça folclórica e cuidado também com ilustrações que não têm muito a ver com a área em que vai se apresentar. Se você domina várias técnicas e estilos, ótimo, mas evite a confusão misturando eles. A sugestão é apresentar de forma segura alguns trabalhos de cada técnica e organizados por grupos. Se você tem uma só técnica ou estilo, então tente encontrar um fio condutor para a apresentação (por temas, por clientes, por produtos, etc). Você já ganhou um prêmio? Ótimo, parabéns, mas não precisa colocar o diplominha na pasta. O profissional que vê portfolios em geral já tem um critério desenvolvido e sabe avaliar as peças independentemente de sua performance em premiações.

A primeira impressão, geralmente é a que fica – Ninguém tem uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão. Em geral, a primeira ilustração do portfolio é o que classifica você. Se a primeira ilustração for boa, as que se seguirem vãoapenas ter que reforçar isto. Se for ruim, caberá às outras a difícil tarefa de reverter uma má impressão inicial. Idealmente, a primeira ilustração deve produzir a seguinte sensação em quem vê o portfolio: “Epa! Aqui tem coisa. Deixa eu ver se tem mais”. Peça opinião de colegas, promova uma votação secreta na sua casa, pergunte ao zelador do prédio, mas não erre na primeira ilustração.

Ordene os trabalhos, se organize – Tente apresentar seus trabalhos em ordem cronológica, começando pelos mais antigos e terminando pelos mais recentes, com certeza será perceptível a sua evolução técnica e terminará com uma sensação de atualidade.

Faça sua auto-avaliação, seja crítico com você mesmo – Comece dispondo as suas ilustrações numa fila crescente de qualidade. Primeiro o que você considera razoável, por último o melhor deles:1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10. Depois, pegue o último (o melhor) e coloque na frente de todos:10, 1, 2, 3, 4, 5, 6 , 7, 8, 9. Está pronto o portfolio: uma grande ilustração abrindo, e em seguida um crescendo de qualidade. Numa pasta à parte você pode colocar os discutíveis e polêmicos,e só os mostra se for necessário ou se houver clima para tanto. Mas se tiver dúvidas em relação a isso, então tente não incluir.

Peças polêmicas e outras esquisitices – O que é consenso vem primeiro, o que é discutível e polêmico, só no final. Ilustração copiada no começo do portfolio, ainda que involuntariamente, é filme queimado na certa. Mais uma vez, se tiver dúvidas em relação a isso, evite incluir.

As ferramentas do Ilustrador

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Basicamente podemos separar em duas grandes áreas: 1- material tradicional (tinta, pincel, papel, etc); 2 – material digital (computador, software, etc). Ao contrário do que muita gente pensa, em especial os iniciantes, ainda hoje se usam muito os materiais tradicionais para ilustrar, que são tão variados quanto os filtros de um Photoshop: inúmeros pincéis, uma variedade absurda de papéis, tintas de todos os tipos, materiais de apoio desde o mais simples lápis até retroprojetor, sem esquecer do bom e velho aerógrafo. Falar de ilustração nos dias de hoje e não falar de computador soa quase que estranho, de tão interligados que estão, afinal o mundo todo está conectado a umcomputador. As próprias agências e editoras praticamente exigem material digital uma vez que o formato é mais fácil de se trabalhar, poupa tempo e é mais versátil. Além disso, a computação gráfica trouxe uma velocidade enorme na produção da ilustração, e trazendo junto a capacidade de se criar efeitos rápidos que antes no pincel poderiam demorar horas, ou dias. A quantidade de programas hoje disponíveis para se trabalhar com ilustração é enorme, sem falar nos filtros de apoio, mas basicamente temos duas vertentes: a ilustração 2D (duas dimensões) e a ilustração 3D (três dimensões). Para o 2D existe o programa mais usado, mais conhecido, mais flexível e mais importante do mercado, o Photoshop. Quase todos os outros programas interagem com ele de alguma maneira, isso se for preciso outros programas, porque hoje só o Photoshop sozinho já provoca um estrago daqueles. Mas existem outros,como o Corel Painter, FreeHand, Illustrator, Corel Draw, etc. Para o 3D também existe uma infinidade de programas, uma vez que cada vez mais se exige imagens em 3D, e para isso existe o Maya, 3D Max, Z-Brush, etc. Não dá pra falar de cada programa e suas variantes (por exemplo, pixel ou vetorial) cabe a um curso e não a esse post que se estenderia muito, por isso corra atrás.
Nada impede que se use os dois materiais juntos, aliás até convém. Pode começar a ilustração à tinta, scannear e finalizar no computador. O seu trabalho vai se tornar mais interessante, mais personalizado, mais rico e com mais opções de efeitos. Além disso, mesmo que opte por trabalhar só com material tradicional, no final convém entregar o trabalho já scanneado. Facilita na visualização prévia por e-mail, agilizando o processo, vai poupar muito tempo e dinheiro da agência ou editora e manterá o original sempre com você.

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Considerações Finais

A boa notícia: São várias as áreas de atuação hoje em dia para um ilustrador. Para começar, o óbvio, dá para se trabalhar em publicidade junto às agências ou então entrar no mercado editorial, são as áreas mais tradicionais e conhecidas que envolvem ilustração. Mas também existem as produtoras de tv (fazendo conceptboards ou storyboards), trabalhando em desenho animado (na área de conceptboards e cenários), em estúdios de design (na concepção de peças), em estúdios de games (na criação do visual todo envolvido) e muitos outros. Mesmo o trabalho em si pode variar muito, desde arte técnica a storyboards, layouts, hiper-realismo, foto-realismo, concept art, quadrinhos, cartoons, cenários, personagens, grafismo, embalagens, posters de cinema, food-illustration, wild-life illustration, medical-illustration, etc. Com uma certa experiência também é possível entrar na área de tratamento de imagem em fotografia, já que os conhecimentos de ilustração podem ajudar nesse sentido.
A má notícia: Concorrência. Em todas as áreas tem sempre muita concorrência. Então não perca tempo, releia este post desde o começo mais uma vez, corra atrás de cursos e materiais para que não deixe escapar nada e esteja preparado. Boa sorte!

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Deixem seus comentários, gostaram do post? Até a próxima!

Fonte: Texto editado de o Guia do Ilustrador – Ricardo Antunes

7 COMMENTS

    • É necessário mesmo muito tempo! Acho que todos deste nosso meio sempre gostaram de animação, mesmo que tenham muito jeito pro negócio. Eu mesmo comecei bem pequeno copiando gibis. E vocês?

    • Erick,
      Ela mesma citou o guia e deixamos o link.
      Infelizmente o Guia não é bem indexado pelo google e assim as pessoas poderão chegar a este conteúdo fantástico.
      Obrigado pelo seu comentário.
      Abraços,

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